domingo, 20 de abril de 2014

Como predito em 29 de março de 2013: “Não vão cair aos Meus Pés. Não são os Meus Pés que eles beijam, mas os dos Meus servos, os dos Meus seguidores, os dos Meus pecadores”.

Como predito em 29 de março de 2013: “Não vão cair aos Meus Pés. Não são os Meus Pés que eles beijam, mas os dos Meus servos, os dos Meus seguidores, os dos Meus pecadores”.

Na Quinta-Feira Santa de 17 de abril de 2014, o Papa Francisco cumpriu o ritual do lava-pés em doze pessoas com deficiência, incluindo um menino líbio muçulmano, na igreja da fundação Don Carlo Gnocchi – Centro Santa Maria della Provvidenza, no bairro Casalotti-Boccea, nos arredores de Roma.

No ano passado, o papa argentino lavou os pés de um grupo de jovens detentos, incluindo o de duas meninas, na prisão para menores Casal Del Marmo, também nos arredores da capital italiana, em uma cerimônia sem precedentes da Quinta-Feira Santa.

Jorge Bergoglio sempre teve o hábito de celebrar a missa desta data com o lava-pés em prisões, hospitais, casas de repouso ou abrigos para pobres.

“O legado que Jesus nos deixou é o de sermos servos uns dos outros”, disse Francisco ao iniciar a cerimônia.

“Lavar os pés é um gesto simbólico, porque eram os escravos, os servos, os encarregados de lavar os pés dos convidados, porque naquela época as estradas eram de terra e, quando chegavam a uma casa, era necessário lavar os pés”, explicou.

Mais cedo nesta quinta, na “missa do Crisma”, Francisco afirmou que “as igrejas devem sempre ser um refúgio para os pobres, sem-teto e doentes”, perante cerca de 10 mil fieis que compareceram ao Vaticano.

A quebra da Tradição na Semana Santa e o discurso de Francisco a favor dos menos favorecidos e necessitados distorce o significado da Cerimônia do Lava-Pés quando Cristo lavou simbolicamente os pés dos seus Apóstolos por eles estarem “puros” e vai ao encontro da Ideologia (“Teologia”) da Libertação, tão condenada e combatida pelos Santos Padres antecessores, principalmente João Paulo II e Bento XVI.

Sem falar que as inovações litúrgicas conduzem ao desvio do reto louvor ao Senhor Deus e, no caso em questão, a favor de uma causa humanitária parecida com a Ideologia (“Teologia”) da Libertação.

Papa Bento XVI:

“Não somos nós que fazemos algo, não mostramos nossa criatividade, portanto, tudo o que saberíamos fazer. Porque a liturgia não é um show, não é um teatro, não é um espetáculo, mas haure sua vida de Outro. E isto deve tornar-se também evidente. Daí a razão pela qual a forma litúrgica preestabelecida ser tão importante. Esta forma pode ser reformada no específico, mas não é a cada vez produzível pela comunidade. Conforme foi dito, trata-se não de um produzir por si. Trata-se de sair de si para dar-se a ele e deixar-se tocar por ele”[1].

Dom Henrique Soares da Costa:

“Em toda esta complexa e rica evolução histórica nunca se teve em mira a criatividade, mas a ortodoxia. Aliás, a palavra ortodoxia significa reta fé (reta opinião) e também reto louvor, reta glorificação de Deus! Assim, na Celebração litúrgica, o importante, a finalidade é o reto louvor ao Senhor Deus, exprimindo a reta fé pelos ritos sagrados que tornam autuantes na vida de cada crente e de toda a Igreja a salvação celebrada. A criatividade como ideal, objetivo e valor em si simplesmente não faz parte da realidade litúrgica, ao menos não nos vinte e um séculos de história da Igreja do Ocidente e do Oriente. Sendo assim, cedo ou tarde, com a graça de Deus, a ideologia da criatividade litúrgica desaparecerá do horizonte da Igreja, pois não faz parte do genuíno sentir eclesial. É questão de tempo”[2].

Fr. Dwight Longenecker:

“The rules are there to make our job easier. That’s why, when I was asked yesterday if we were washing the feet of women my reply was, ‘The rubrics don’t allow that and I don’t have the authority to do otherwise’.

This is the advantage of liturgy. It stands on its own and it makes its own core statement. You don’t have to elaborate and push your own agenda onto the liturgy. You just say the black and do the red. This is why Pope Benedict in ‘The Spirit of Liturgy’ said that the liturgy was not the place or time to be creative , when you get creative with the liturgy you are inevitably pushing your own message and agenda onto the liturgy”[3].

A Cerimônia do Lava-Pés é baseado no relato de João 13:1-17. Jesus, na Última Ceia, lavou os pés dos seus Apóstolos e disse que eles estavam “limpos”, ou seja, prontos e preparados para o serviço para o qual foram chamados. Este gesto tem dois significados: humildade e serviço. Jesus ensinou aos seus Apóstolos que, aqueles que são chamados a servir, devem ser humildes: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Mc 9,35).

Seguindo a ortodoxia, o rito religioso do lava-pés é realizado na Quinta-Feira Santa, após a Comunhão. O Bispo lava os pés de doze sacerdotes ou o abade lavando os pés de 12 membros da irmandade. Segue o mesmo, o Pároco de uma Igreja lavando os pés de 12 homens, incluindo sacerdotes, diáconos e aspirantes qualificados para o serviço. O sacerdócio não compete às mulheres, motivo pelo qual elas não participam desta cerimônia: “Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido” (Jo 13,5) e, “Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo” (Jo 13,8).

João Paulo II:

“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”[4].

Sobre a distorção do significado da Cerimônia do Lava-Pés para rituais humanitários, Nosso Senhor predisse no dia 29 de março de 2013:

“Humanismo não é Cristianismo. Ser Cristão significa entregar tudo a Mim, o abandono de vós mesmos, em profunda humildade, aos Meus Pés. Isso significa permitir-Me guiar-vos. Isso quer dizer obediência às Minhas Leis e fazer tudo o que podeis para manifestar o exemplo do Meu Amor por todos vós. Hoje, Eu fui traído.

Não é por muito tempo, nem o será, que vós sereis enganados na ocasião em que a Casa de Deus é atacada, a partir de dentro, mas nenhuma desordem se pode seguir. Vós deveis pegar na vossa Cruz e seguir-Me, pois em breve estareis com os olhos vendados, tropeçareis e caireis na escuridão”.




Referências

[1] Bento XVI. Luz do Mundo. São Paulo: Paulinas, 2011, p. 188.

[2] Dom Henrique Soares da Costa. Post do Facebook do dia 11/9/2013: https://www.facebook.com/domhenrique.dacosta/posts/451671174947262.

[3] Fr. Dwight Longenecker. Blog Standind on my head.

[4] João Paulo II. Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, 22 de maio de 1994.


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