sábado, 12 de setembro de 2015

Com seu Motu Proprio, "Papa" Francisco introduz um "divórcio católico" de fato

COM SEU MOTU PROPRIO, “PAPA” FRANCISCO INTRODUZ UM “DIVÓRCIO CATÓLICO” DE FATO

Como predito em 25 de fevereiro de 2013: “Ele trará novas leis, que não só contradizem os Ensinamentos da Igreja Católica como irão contra todas as Leis Cristãs”.
  



Acabam de sair artigos relatando que um dossiê de 7 páginas, obtido pelo jornal alemão Die Zeit, está circulando na cúria romana, no qual altos oficiais do Vaticano expressam descontentamento com a recente mudança na lei da Igreja sobre nulidades [matrimoniais] e com uma falta de consulta acerca do assunto.

Na terça-feira, o Papa fez uma vasta reforma para tornar o processo de declaração de nulidade mais simples, rápido e barato.

Segundo Die Zeit, os oficiais juridicamente “dissecaram” o motu proprio (decreto) do Papa sobre a reforma do processo de nulidade, acusaram o Santo Padre de abandonar um importante dogma, e afirmaram que ele introduziu um “divórcio Católico” de fato.

Outras preocupações mencionadas no documento são de que, apesar da gravidade do tema, nenhum dicastério, inclusive, aparentemente, a Congregação para a Doutrina da Fé, bem como as conferências episcopais, foram consultadas sobre a decisão — uma alegação que o Register confirmou por várias fontes. O dossiê afirma que os canais legislativos de costumes foram “minados” assim como “nenhum dos passos previstos do procedimento legislativo foram seguidos”.

Críticos afirmam que isso se choca com o chamado do Papa por sinodalidade e colegialidade, e se parece com um “Führerprinzip” [ndt: “princípio da liderança” que constituiria a primeira lei do partido nazista; a partir de então, Hitler seria chamado de Führer] eclesial, ordenando de cima para baixo, por decreto e sem qualquer consulta ou análise.

Pelo contrário, a comissão papal que rascunhou o motu proprio foi ordenada a manter silêncio durante todo o processo, provavelmente para evitar que as reformas fossem prejudicadas pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) e outros na cúria. Mas a matéria também alega que a própria comissão não viu o rascunho final, e que um cardeal italiano, juntamente com outros dois purpurados, “furiosamente” tentaram evitar que o motu proprio fosse divulgado antes do sínodo, porém, sem sucesso.

O Register soube, por outras fontes, que essa decisão, bem como outras, estão efetivamente isolando a CDF e que o Papa está gradativamente tornando o trabalho da congregação supérfluo.

O artigo também dá voz à preocupação de que o motu proprio vai levar a uma enxurrada de nulidades e que, de agora em diante, casais poderão simplesmente deixar seu casamento católico sem qualquer dificuldade.

“Um número de monsenhores que têm oficialmente a incumbência de direcionar os assuntos da Igreja como um todo estão fora de si” e se sentiram obrigados a “falar”, segundo Die Zeit. Eles estão também preocupados com a linguagem “extremamente vaga” usada no motu proprio, especialmente as razões para um julgamento rápido, como a “falta de fé” ou outros motivos que não são claramente definidos.

Embora a necessidade de simplificar os processos de nulidade tenha obtidos dois terços do consenso no sínodo do ano passado, a matéria observa que os padres sinodais protestaram bastante contra a idéia de um processo rápido para determinar a nulidade de um casamento sob a supervisão do bispo local. Agora isso é uma lei da Igreja, mesmo antes do sínodo ter discutido a respeito.

Esperamos tratar sobre essas afirmações mais detalhadamente em um futuro próximo.

Neste ínterim, em uma nova entrevista, o Cardeal Walter Kasper voltou a lançar sua proposta de readmitir os católicos [recasados civilmente] à Sagrada Comunhão, afirmando estar “confiante” de que “um amplo consenso” pode ser encontrado.

Ele também disse, nessa entrevista concedida em 11 de setembro ao Vatican Insider, que é “necessário construir sabiamente” tal consenso sobre a proposta.

Os comentários do cardeal surgem poucos dias muitos sentirem que a reforma de Francisco nos processos de nulidade derrubou a proposta de Kasper, ao oferecer um compromisso a ambos os lados.

As observações de Kasper, todavia, mostram sua determinação de reafirmar sua proposta, que consiste em permitir divorciados civilmente recasados receberem a Sagrada Comunhão após um período penitencial. Ele também propõe que a readmissão pode ocorrer após “um juízo honesto da pessoa preocupada com sua própria situação pessoal” e ajuda de um confessor sacramental. O processo seria supervisionado pelo bispo local.

Amplamente apoiado pela hierarquia alemã, a proposta foi firmemente rejeitada por teólogos proeminantes e lideranças da Igreja como um grave abuso contra os sacramentos da Eucaristia, matrimônio e penitência. Ela também não obteve dois terços de maioria no último sínodo de outubro, embora o Papa insistiu em mantê-la na lista de proposições a serem discutidas no vindouro sínodo do próximo mês.

Os comentários do Cardeal Kasper aparecem enquanto crescem as tensões diante do Sínodo Ordinário sobre a Família em outubro. Ontem, foi divulgado que 50 teólogos preocupados apelaram ao Papa Francisco para defender os ensinamentos da Humanae Vitae (a encíclica do B. Paulo VI que proíbe a contracepção) e da Veritatis Splendor (encílica do Papa S. João Paulo II, de 1993, enfatizando o ensinamento moral da Igreja).

Os signatários, dentre os quais o padre jesuíta Kevin Flannery, professor de filosofia moral da Pontifícia Universidade Gregoriana, e o professor de filosofia Robert Spaemann, companheiro próximo do Papa Emérito Bento XVI, argumentam que um parágrafo específico do Instrumentum Laboris (documento de trabalho) do sínodo está gravemente equivocado, efetivamente esvaziando a Humanae Vitae de seu ensinamento central.[1]


Trechos do Livro da Verdade

Jesus Cristo, 25 de fevereiro de 2013:

“Sentado na Cadeira de Pedro, este impostor gritará em voz alta e orgulhosamente anunciará a sua solução para unir todas as igrejas como uma só. Aclamado como um moderno inovador, ele será aplaudido pelo mundo secular, porque ele vai tolerar o pecado. Ele trará novas leis, que não só contradizem os Ensinamentos da Igreja Católica como irão contra todas as Leis Cristãs”.[2]

Jesus, 30 de julho de 2012:

“Esses dissidentes da Minha Igreja na terra, que afirmam estar a criar um novo tipo de discípulos em nome da Igreja Católica, mas que negam os Meus Ensinamentos, estão a ser tentados por Satanás, que quer destruir a Minha Igreja. Ele, o Maligno, já causou o terrível pecado de corromper a Minha Igreja, e quer agora martelar os pregos finais, para crucificar a Minha Igreja e, por sua vez, lançar no Inferno os Meus servos sagrados que profanam a Palavra de Deus para facilitarem a aceitação do pecado entre os filhos de Deus”.[3]


Referências

[1] http://fratresinunum.com/2015/09/12/papa-sob-ataque-por-motu-proprio-cardeal-kasper-reafirma-sua-proposta/

[2] Livro da Verdade, Mensagem nº 716 de Nosso Senhor Jesus Cristo, 25/2/2013: http://olivroselado.blogspot.com/2015/07/ele-sera-um-aliado-muito-proximo-do.html

[3] Livro da Verdade, Mensagem nº 504 de Nosso Senhor Jesus Cristo, 30/7/2012: http://olivroselado.blogspot.com/2014/12/a-minha-igreja-catolica-foi-retalhada.html




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